Jovens do Líbano, da Síria e do Iraque receberão educação católica graças a Leão XIV
Na manhã do último sábado (10), o papa recebeu em audiência os participantes do sínodo dos Bispos da Igreja Greco-Melquita de Antioquia, perante os quais disse que — “graças à generosidade de tantas pessoas” — a Sé Apostólica garante bolsas de estudo para que os jovens desses países “possam receber uma educação católica”.
“Nosso objetivo é apoiar os jovens para que as famílias cristãs tenham a ajuda necessária para permanecer no Oriente Médio e manter uma presença cristã”, disse o papa.
No comunicado de imprensa, o dicastério da Santa Sé fala sobre a "demonstração de preocupação paternal de Leão XIV para com as crianças, os adolescentes e os jovens", demonstrando a sua solidariedade e a de toda a Igreja "aos fiéis profundamente afetados pelos conflitos e pela instabilidade que esses países têm sofrido há muito tempo".
Ser testemunhas da reconciliação e da paz em meio ao conflito
Na audiência do último sábado (10), o papa também expressou solidariedade aos bispos da Igreja Greco-Melquita de Antioquia, que vivem, junto com os fiéis, numa terra marcada por “guerras, agitação, extremismo religioso e dificuldades econômicas”.
“Estou convosco. Toda a Igreja Católica está convosco. Porque quando um membro sofre, todo o corpo sofre com ele. E precisamente porque sofreis e procurais imitar Jesus na mansidão com que redimiu o mundo, estais no coração da Igreja”, disse ele.
“Que grande vocação tem a vossa Igreja: ser testemunhas da reconciliação e da paz em terras devastadas pelo conflito! São sementes de comunhão em terras marcadas pela violência. Esse testemunho torna-os, sem dúvida, ícones de séculos de fé nos lugares mais sagrados da nossa salvação”, disse o papa.
Ele disse também que “a propensão humana ao conflito” pode afetar a comunidade dos fiéis e, assim, falou sobre a necessidade de “reconciliar-se com todos, não guardar rancor de ninguém e não abrigar malícia no coração”, como pede o “rito comovente” da tradição bizantina ao se preparar para celebrar a Divina Liturgia.
O sínodo dos Bispos deve ser o guardião da comunhão, disse o papa Leão XIV, sem cair na tentação de “nos colocarmos acima dos outros, buscarmos o poder em vez do serviço, o lucro em vez da transparência e da honestidade, e o sucesso pessoal em vez do cuidado pastoral”.
“O Espírito Santo nos impele a buscar e rezar, a rezar por essa unidade que ajuda a todos a reconhecer que Cristo está entre nós. Além disso, a expressão mais eloquente da nossa fé e a comunicação mais clara da Boa Nova àqueles que não conhecem Cristo acontecem quando tomamos a nossa cruz e escolhemos expressar amor em momentos de medo, raiva ou sofrimento”, disse.
O papa agradeceu aos bispos por seu trabalho pastoral e confiou o sínodo à intercessão da Theotokos, a Mãe de Deus.
Fonte: acidigital
